Por que a idade influencia na fertilidade feminina?

17/04/2018

O avanço da ciência tem permitido que as mulheres possam ter filhos em idade mais avançada. Escolhas profissionais, educacionais e estilo de vida são possíveis razões para o adiamento do desejo de ser mãe.

Ao contrário dos homens, que produzem espermatozoides ao longo de sua vida, as mulheres, caso não tenham nenhum problema genético, nascem com aproximadamente 1 a 2 milhões de óvulos e não os produzem mais ao longo da vida. Elas chegam à puberdade com cerca de 300 a 500 mil e, a cada ciclo menstrual, são perdidos cerca de 1000 óvulos.


GRAVIDEZ TARDIA – “O aumento do número de gravidezes a partir dos 30 anos, provocado por diversos fatores fez com que o impacto da gravidez tardia fosse percebido com mais frequência perante os médicos e a sociedade em geral”, explica Raquel Guimarães, ginecologista da Genesis Brasília.

De acordo com o IBGE, em 2005 o percentual de mães com idade entre 30 e 39 anos era de 22,5%, e em 2015 esse percentual subiu para 30,8%. O declínio na fertilidade feminina torna-se acentuado a partir dos 35 anos de idade, com piora após os 40 anos.

Tanto o declínio quanto o aumento no tempo para conseguir ter um bebê se deve, principalmente, à redução significativa do número e da qualidade dos óvulos. Por isso, tem crescido também o número de mulheres que, por volta dos 30 anos de idade, congelam seus óvulos (criopreservação) para usá-los futuramente.


CRIOPRESERVAÇÃO – O processo de congelamento de óvulos, a criopreservação, começa com a indução dos gametas femininos por meio de hormônios. “Quando os óvulos respondem a esta indução e crescem em número e tamanho, a paciente passa por um procedimento chamado de captação de óvulos, para que os gametas sejam aspirados e congelados” comenta a especialista.

O congelamento social de óvulos está regulamentado pelas novas regras do Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre Reprodução Assistida. Na Resolução CFM 2.168/2017 foi incluída a criopreservação social, permitindo que pessoas sem problemas reprodutivos pudessem realizar o procedimento para programarem uma gestação de acordo com sua programação pessoal, respaldando também o procedimento para as pacientes com câncer. “Para nós, especialistas, essa normatização da reprodução assistida é muito importante, respaldando o tratamento e dando segurança aos pacientes“ finaliza Raquel Guimarães.

ONCOFERTILIDADE - Além do congelamento social, a criopreservação também possibilita que pacientes diagnosticados com câncer possam ter filhos após o tratamento. O procedimento é realizado da mesma maneira, no caso das mulheres, e é indicado que o congelamento seja feito antes que os pacientes como os tratamentos do câncer.

GENESIS – Com 25 anos de atuação, a Genesis – Centro de Assistência em Reprodução Humana conta com profissionais especializados, formados nos principais centros acadêmicos do mundo para prestar serviços de excelência na área de reprodução humana assistida. Experiente, a equipe agrega conhecimento e tecnologia e prima pela assistência ética, personalizada, com confidencialidade e foco no melhor resultado.

Por Larissa Sampaio
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

 

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