26/12/2018

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é o distúrbio hormonal mais comum entre as mulheres, afetando 5 a 20% das mulheres em idade reprodutiva, sendo a principal causa de infertilidade por disfunção ovariana. “As mulheres com SOP, independente da idade e peso, tem 2,5 vezes mais chances de apresentar alterações metabólicas”, comenta Natália Paes Barbosa, ginecologista da Genesis Brasília.

O diagnóstico é feito, na maioria das vezes, pelo médico ginecologista e baseia-se na presença de pelo menos dois dos critérios a seguir:

● Distúrbio menstrual;
● Aumento de hormônios masculinos (androgênios), que pode ser evidenciado com exames de sangue ou com sintomas clínicos; ;
● Aspecto policístico dos ovários na ultrassonografia.

SINTOMAS - Os sintomas da SOP são variados, mas deve-se suspeitar da doença diante de mulheres com irregularidade menstrual e em obesas. Os principais sintomas são ciclos menstruais longos ou ausência de menstruação, sobrepeso, aumento de pelos, acne e queda de cabelos.

“Pelo menos 50% das mulheres com SOP têm sobrepeso/obesidade. A obesidade está associada à função anormal do eixo hipotálamo-hipófise-ovário (HHO) que contribui para o desenvolvimento da síndrome”, explica a especialista.

Este excesso de peso está associado com a resistência à insulina e ao aumento compensatório dos níveis de insulina. O aumento de insulina favorece a secreção desordenada de hormônios e, consequente, a produção aumentada de androgênios (hormônios masculinos). Fatores de crescimento e fatores inflamatórios são mais recorrentes na obesidade, e também podem estimular a produção de androgênios.

O tratamento inicial para mulheres diagnosticadas com a SOP está relacionado a mudanças no estilo de vida: é indicada a perda de peso por meio de dieta e atividade física. “A redução do peso em cerca de 5% pode restaurar a menstruação e melhorar a função ovariana. O anticoncepcional pode ser usado pelas mulheres com SOP que não desejam engravidar para regular o ciclo menstrual e reduzir as manifestações das alterações hormonais. As drogas antidiabéticas diminuem a incidência da síndrome metabólica e podem ser prescritas para as pacientes com intolerância à glicose associada”, afirma Natália Paes Barbosa.


INFERTILIDADE - A SOP é a causa mais comum de infertilidade por anovulação, ou seja, por falha nos ovários. As baixas taxas de gravidez estão associadas ao excesso de androgênios, obesidade e resistência à insulina.

Pacientes diagnosticadas com a síndrome dos ovários policísticos podem engravidar espontaneamente. Nas mulheres que desejam engravidar e tem menos de 35 anos, pode-se liberar para tentativa de concepção espontânea por 6 meses, sem investigação adicional. Após 35 anos ou depois de 6 meses de tentativa, recomenda-se investigação mínima para determinar o tratamento mais adequado. Técnicas de reprodução assistida devem ser cuidadosamente aplicadas, já que essas pacientes apresentam maior risco de hiperestímulo ovariano, quando há uma produção aumentada de óvulos, levando à desidratação e ao acúmulo de líquido no abdome. .

 

“É muito importante que as mulheres marquem consultas com o ginecologista regularmente e estejam atentas a qualquer disfunção em seu corpo, tendo em vista que a SOP também tem impacto psicológico e pode desencadear depressão e ansiedade”, finaliza Natália Paes Barbosa.

 

Larissa Sampaio
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

20/12/2018

Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas o, 56,6% dos jovens de 15 a 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais. Além de gravidez indesejada, não usar camisinha pode acarretar na transmissão de diversas DSTs, inclusive HIV/Aids. Atualmente, doenças sexualmente transmissíveis são as causas de 25% dos casos de infertilidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Manoela Porto, ginecologista da Genesis Brasília, alerta que “a falta de tratamento de uma DST pode levar á infertilidade porque muitos órgãos fundamentais para a capacidade de reprodução podem ser afetados, como a tuba uterina, no caso das mulheres, e a uretra, para os homens”.

A especialista explica melhor algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis que podem levar à infertilidade:

HPV: O Papilomavírus humano (HPV) tem, atualmente, mais de 100 tipos reconhecidos, sendo que 20 dos quais podem infectar o trato genital. A infecção viral do trato reprodutivo pode alterar a anatomia e fisiológica dos órgãos sexuais da mulher. No homem, a infecção viral das células germinativas pode resultar em alterações da função testicular.

Sífilis: Causada pela bactéria Treponema pallidum, pode apresentar várias manifestações e diferentes estágios, como a sífilis primária, secundária, latente e terciária. A doença pode levar à perda perda de gravidez, por meio de aborto espontâneo e parto prematuro. A bactéria tem a capacidade de atravessar a barreira placentária, infectando o feto, que pode ter malformações.

Clamídia: A bactéria Chlamydia trachomatis, popularmente conhecida como clamídia, atualmente é a DST mais comum no mundo, atingindo mais de 5% da população adulta, de acordo com a OMS. A doença afeta, principalmente, as trompas uterinas e pode causas graves inflamações.

A brevidade no diagnóstico e tratamento da doença sexualmente transmissível é fundamental para garantir a fertilidade do paciente, tendo em vista que normalmente as DSTs são silenciosas e não costumam apresentar sintomas. “Portanto, quando o diagnóstico é tardio, o estágio da doença pode estar mais avançado e os danos à saúde do paicente podem ser maiores”, finaliza Manoela Porto.

Por Larissa Sampaio
Conversa Coletivo de Comunicação Criativa

16/11/2018

O câncer de próstata é o segundo tumor mais recorrente em homens e pode levar à infertilidade porque tanto a doença quanto os tratamentos possíveis, como radioterapia, hormonioterapia e/ou quimioterapia, afetam a função da glândula masculina responsável por produzir compostos importantes do líquido seminal que nutre os espermatozoides.

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