Tratamentos

Acompanhamento Psicológico

Após cerca de dois anos de tentativas sem sucesso, é comum casais procurarem descobrir por que não conseguem ter um bebê. "Neste momento, é importante se preparar psicologicamente e ter com quem esclarecer dúvidas", explica a psicóloga Márcia Pena, responsável pelo acompanhamento de casais na Genesis. Segundo ela, o acompanhamento psicológico ainda não é obrigatório, apesar de ser essencial.

"Atuar para a reformulação da Lei de Reprodução Assistida está entre os objetivos da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)", afirma. Em 2008, foi criado, durante o 12º Congresso da SBRA, o 1º Consenso de Psicologia e Reprodução Assistida. A especialista, que acompanha de perto as conquistas da área, luta pela obrigatoriedade da psicoterapia para casais que tratam a infertilidade.

RP1 Comunicação Brasília

Assisted Hatching

Nos primeiros sete dias de evolução, os pré-embriões humanos desenvolvem-se dentro de uma capa chamada zona pelúcida, que tem função protetora. Para facilitar o processo de implantação pré-embrionária no útero, o procedimento de assisted hatchingvisa tornar mais fina a zona pelúcida. A técnica está indicada em casos de falhas repetidas de implantação em tratamentos de alta complexidade prévios ou, eventualmente, após congelamento pré-embrionário.

Cirurgias por Vídeo

Vídeo Histeroscopia

A vídeo-histeroscopia permite a visualização da cavidade uterina através da vagina e do colo do útero, por meio de um instrumental que transmite imagens para um monitor de alta precisão. Assim, torna possível o diagnóstico refinado e a resolução de boa parte dos problemas intra-uterinos.

As principais indicações são sangramentos anormais, pólipos endometriais, miomas submucosos e distúrbios da fertilidade. Problemas que até poucos anos eram tratados apenas com a retirada cirúrgica do útero, são tratados de maneira conservadora, segura e eficaz. 

Para os procedimentos diagnósticos, realizados no centro cirúrgico GENESIS, não é necessária a internação hospitalar e pode-se abrir mão da anestesia. Os procedimentos histeroscópicos cirúrgicos, contudo, por necessidade de dilatação do colo uterino e anestesia, são realizados em ambiente hospitalar, mas, em geral, permitem a alta precoce da paciente, nas 12 horas seguintes.

 

Vídeo-Laparoscopia

A visualização dos órgãos pélvicos internos e outros órgãos da cavidade abdominal é realizada por abertura de 2 a 10 mm no interior do umbigo, para introdução de instrumento acoplado a um monitor de alta precisão, além de duas a três punções acessórias para passagem dos instrumentais cirúrgicos. 

Com o desenvolvimento de equipamentos exclusivos para a ginecologia, atualmente, é possível realizar quase todos os tipos de cirurgias da pelve feminina, com menor tempo de internação e melhor recuperação pós-operatória (menos dor, restabelecimento rápido da função, retorno breve às atividades profissionais).

Além das vantagens mencionadas, por ser minimamente invasiva, a vídeo-laparoscopia provoca menos danos à cavidade e aos órgãos em seu interior, diminuindo a incidência de aderências e dores pélvicas. 

As principais indicações são: dores pélvicas crônicas, infertilidade, massas ovarianas e tubárias, miomas uterinos subserosos, endometriose, dentre outras.

Congelamento de Óvulos

Com a evolução das técnicas de congelamento, novos horizontes têm se aberto aos casos que necessitam de preservação de fertilidade. Até pouco tempo atrás, apenas o congelamento de espermatozóides era bem conhecido, mas técnicas recentes têm sido desenvolvidas para uso em óvulos.

A criopreservação de óvulos vem sendo pesquisada há 25 anos e apesar da fragilidade do óvulo humano, os resultados atuais autorizam a utilização clínica dessa metodologia com certa margem de segurança. No momento oportuno, esses óvulos podem ser descongelados, fertilizados e os pré-embriões, transferidos ao útero.

A criopreservação dos óvulos é uma excelente alternativa para:

  • Ciclos de fecundação in vitro em que se quer restringir o número de óvulos a serem fertilizados.
  • Manutenção do futuro reprodutivo das mulheres, sem as implicações éticas e religiosas que o armazenamento de pré-embriões pode gerar.
  • Garantir a fertilidade de mulheres jovens que, por motivos pessoais, desejam postergar a maternidade para após os 35 anos, quando o potencial reprodutivo diminui significativamente.
  • Conservar a capacidade reprodutiva em pacientes que se submetem a tratamento oncológico, como a quimioterapia e a radioterapia, que podem causar danos irreversíveis aos ovários.
  • Proteger as pacientes suscetíveis à síndrome do hiperestímulo ovariano na indução da ovulação, podendo neste caso se optar pelo congelamento de todos os óvulos para, em ciclo posterior, proceder-se à fertilização e à transferência dos pré-embriões.

Congelamento de Pré-embriões

A criopreservação (congelamento) de pré-embriões permite seu armazenamento para uso futuro; é realizada quando há produção de mais pré-embriões do que o necessário para uma transferência.

É uma técnica restritiva uma vez que não é permitido o descarte de pré-embriões humanos. Os pré-embriões excedentes são colocados em uma solução especial com uma substância protetora e depois estocados em botijões de nitrogênio líquido, onde a temperatura chega a -196ºC.

Apesar dos pré-embriões congelados apresentarem uma menor taxa de sucesso do que os pré-embriões a fresco, essa técnica oferece a vantagem de uma nova chance de gestação com menor custo.

Para uma nova tentativa, os pré-embriões são descongelados 5 a 24 horas antes da transferência, cultivados e, então, verificados quanto à viabilidade. O útero da paciente deve estar preparado para receber os pré-embriões descongelados, o que se faz por meio de medicamentos ou acompanhamento de ciclos espontâneos, em casos indicados.

Diagnóstico Genético Pré-Implantacional

O diagnóstico genético pré-implantacional (PGD) é uma recente e importante ferramenta de trabalho, que vem a somar nos tratamentos de reprodução assistida já estabelecidos, para casais em que um dos parceiros ou ambos carreguem doenças gênicas de caráter hereditário.

Permite, em suma, a identificação de algumas doenças genéticas hereditárias nos pré-embriões antes do estabelecimento da gestação.

Nos primeiros estádios de desenvolvimento, os pré-embriões a serem rastreados são submetidos à biopsia para retirada de uma ou duas células (blastômeros) e análise em processos distintos, com duração de aproximadamente 24 horas.

A literatura científica internacional tem demonstrado que existe correlação direta entre as perdas gestacionais e as anormalidades genéticas potencialmente diagnosticadas com o PGD. Sendo assim, esta técnica nos permite selecionar os pré-embriões com menores chances de carregar defeitos gênicos dos pais, como fibrose cística e distrofia muscular, além de trissomias e aneuploidias.

Fertilização In Vitro

A técnica de fertilização in vitro (FIV) iniciou uma nova era da medicina reprodutiva quando, em 1978, resultou no nascimento do primeiro "bebê de proveta", Louise Brown, na Inglaterra. Desde então, o desenvolvimento tecnológico tem proporcionado taxas de sucesso progressivamente maiores, garantindo o sucesso na realização do sonho de muitos casais.

Inicialmente restrita às mulheres com obstruções das trompas, hoje a FIV é utilizada como opção terapêutica para casais com fatores masculino, imunológico, ovariano e com endometriose, entre outras causas.

No preparo para a FIV, o casal passa por um processo de avaliação clínica e exames complementares essencial para a identificação precisa das causas da infertilidade e de fatores outros que possam interferir nos resultados. Uma vez que o casal tenha sido devidamente estudado e o programa de FIV apropriadamente indicado, seguem-se as etapas:

  • Estimulação ovariana controlada: numa primeira fase, utilizam-se medicamentos hormonais para bloquear o funcionamento da glândula hipófise e, assim, interromper o funcionamento natural dos ovários; a segunda fase objetiva estimular os ovários com hormônios, para que vários folículos entrem em crescimento, aumentando o número de óvulos disponíveis para a fecundação;
  • Captação dos óvulos: os óvulos disponíveis serão captados por aspiração dos folículos crescidos, por meio de ecografia transvaginal, em ambiente devidamente higienizado (centro cirúrgico), com a paciente anestesiada.
  • Classificação dos óvulos: os óvulos captados são classificados quanto à maturidade e qualidade pela equipe de biólogos do laboratório de reprodução assistida; apenas os óvulos maduros são apropriados para a fertilização;
  • Fertilização dos óvulos: enquanto a paciente é submetida à aspiração dos folículos ovarianos, o parceiro colhe o sêmen por masturbação; o sêmen é, então, processado e os melhores espermatozóides são selecionados; os espermatozóides e os óvulos são colocados em meio comum, por um período de 12 a 18 horas, após o qual verifica-se a ocorrência de fertilização;
  • Classificação dos pré-embriões: é realizada em várias etapas, avaliando a fertilização, a clivagem dos embriões e a velocidade de multiplicação celular nas 48 a 72 horas após a etapa prévia, visando a seleção dos melhores embriões para a transferência para o útero;
  • Transferência de pré-embriões: é realizada a transferência de máximo de 4 pré-embriões por ciclo de tratamento, com 48 a 120 horas de evolução, a depender de critérios como qualidade dos pré-embriões, idade da paciente, aspecto do endométrio, entre outros;
  • Conglemanto dos pré-ebriões excedentes: os pré-embriões que excedem o número definido para transferência são congelados e podem ser utilizados em ciclos futuros (veja a seguir).
  • Suporte de fase lútea: existem indícios da necessidade de se repor a progesterona às pacientes submetidas a tratamento de estimulação ovariana; essa medicação está disponível em cápsulas (orais ou vaginais) e gel vaginal, e a via é decidida pela equipe assistencial em conjunto com o casal;
  • Teste de gravidez: após 12 dias da transferência de pré-embriões, dosa-se a beta-hCG no sangue, que deve estar positiva em caso de gravidez; uma ecografia transvaginal deve ser realizada após 3 semanas, para confirmação clínica da gravidez.

 

FERTILIZAÇÃO IN VITRO COM MICROMANIPULAÇÃO DE GAMETAS ou INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZÓIDES (ICSI)

Os casos de infertilidade masculina que não eram resolvidos pela FIV convencional vieram a ser mais bem solucionados pela introdução desta técnica belga; a primeira gestação relatada ocorreu em 1991. O GENESIS adquiriu a tecnologia em 1996.

Com a disseminação do conhecimento sobre os resultados da ICSI, a técnica passou a ser utilizada em todo o mundo para casais com qualquer causa de infertilidade; a rigor, contudo, está criteriosamente indicada para casais: cujo número de espermatozóides tenha quantidade insuficiente ou qualidade inferior às necessárias para as outras técnicas de reprodução assistida; cujo número de óvulos tenha sido muito baixo; e com insucessos prévios.

As etapas do tratamento são as mesmas da FIV convencional, com diferenças apenas no processo de junção de espermatozóides e óvulos. Nesta técnica, por meio de um microscópio com micromanipulador, os espermatozóides são introduzidos nos óvulos (um espermatozóide por óvulo), para obtenção dos pré-embriões.

Nos casos de ausência de espermatozóides no sêmen, causados por obstrução (vasectomia, por exemplo) ou distúrbios de produção, os mesmos poderão ser obtidos por punções ou biopsias escrotais.

 

RESULTADOS NAS TÉCNICAS DE ALTA COMPLEXIDADE

A avaliação da eficiência de um ciclo de tratamento vai além do número de gestações obtidas em cada 100 casais; a real eficiência de um serviço de reprodução humana é medida pelo número de partos de crianças nascidas vivas por ciclo de transferência, uma vez que esta avaliação considera o número de bebês nascidos vivos e saudáveis. Muito embora a eficiência dos procedimentos de reprodução assistida esteja em grande parte associada à qualidade dos profissionais e equipamentos do centro, existem condições invariáveis que afetam a probabilidade de gravidez, como a idade da mulher, dados da história clínica e o tempo de infertilidade.

Em geral, pode-se dizer, assim, que as taxas de gravidez por ciclo de FIV/ICSI, em todo o mundo, variem de 30% a 50%; de acordo com dados da Rede latino-americana de Reprodução Assistida, entretanto, as taxas de parto de pelo menos uma criança são de aproximadamente: 31% em mulheres com até 34 anos; 22% em mulheres de 35 a 39 anos; e 11% a partir dos 40 anos.

 

Inseminação Artificial

É uma das técnicas mais simples de reprodução assistida, se considerada a tecnologia disponível na atualidade. Também chamada de inseminação intra-uterina, esta técnica consiste na transferência de espermatozóides processados em laboratório para o interior do útero da mulher, após esta ter sido estimulada para a ovulação. Portanto, o encontro entre óvulos e espermatozóides ocorre à semelhança do natural e, para o sucesso do tratamento, é condição essencial a comprovação da permeabilidade das trompas.

Geralmente, a inseminação artificial está indicada como primeira técnica de reprodução assistida após tentativas com o tratamento mais simples, como o coito programado. São principais candidatos ao procedimento casais com problemas de ovulação, muco cervical, alterações leves das características do sêmen, disfunção erétil ou ejaculatória, ou aqueles jovens cuja causa de infertilidade não tenha sido identificada.

Os estudos já demonstraram que a inseminação artificial não é eficaz em casos de baixa contagem de espermatozóides ou casos de defeitos na sua forma. Por motivos claros, a ausência de espermatozóides impossibilita o casal de realizar esta técnica e em casos especiais, o GENESIS oferece a possibilidade de se utilizar sêmen de doador, obtido a partir de bancos de sêmen conveniados em todo o Brasil.

O sucesso da inseminação artificial depende do fator causal ou da associação de fatores concorrentes para a infertilidade; pode-se dizer, contudo, que as taxas de gravidez por ciclo de tentativa girem em torno de 10% a 20%.

É fundamental frisar que 90% das gravidezes por esta técnica ocorrem até o terceiro ou quarto ciclo de tentativa; após a quarta falha, está indicada a continuidade do tratamento por procedimento de maior complexidade.

Ultrassonografia 3D | 4D

O centro de diagnóstico GENESIS disponibiliza o que existe de mais avançado em ultrassonografia. O equipamento VOLUSON 730 3D/4D permite a visualização do bebê no útero em modos tridimensional (3D), mesmo que esteja em movimento, em tempo real (4D). 

Os detalhes da fisionomia (rostinho), mãos, pés, orelhas e nariz são bem identificados, principalmente se a posição do bebê for favorável e quando há líquido amniótico suficiente, sem a interposição da placenta e do cordão umbilical. 

O exame pode ser realizado desde as primeiras semanas de gestação; as melhores imagens, contudo, são obtidas entre 28 e 32 semanas (no sétimo mês de gestação), principalmente em gestantes com pouca gordura abdominal. 

Outras áreas de aplicação dessa tecnologia são:    

  • Medicina fetal: como complemento à ultrassonografia tradicional (2D), aumentando a sensibilidade no diagnóstico das malformações fetais;
  • Ginecologia: como auxílio no diagnóstico preciso das malformações uterinas (útero septado, útero bicorno, útero didelfo, etc), de miomas e suas relações com o endométrio, de pólipos, além dos cálculos dos volumes endometrial e ovariano, e, modernamente, dos folículos ovarianos;
  • Medicina Interna: possibilita a reconstrução de imagens tridimensionais de forma rápida, com visualização dos órgãos desejados por todos os ângulos, auxiliando a identificação de tumores, lesões vasculares, cálculos etc.
  • Mastologia: permite estabelecer padrões de imagens compressivas, para melhor classificação de nódulos, auxiliando no diagnóstico do câncer de mama;
  • Medicina virtual: permite seccionar virtualmente as imagens estudadas, inclusive com seu envio em blocos digitalizados, via internet, para qualquer parte do mundo.

Informações de Contato

Endereço:
SHLS 716 - Cjto "L"
Centro Clínico Sul - Torre 1
Ala Leste - Salas "L" 328/331
Brasilia - DF

Email:
genesis@genesis.med.br

Telefax:
+55 (61) 3345-8030

A Clínica

CNPJ:
37137064/0001-49

Inscrita no CRM sob nº 2.1-DF 570-09

Responsável Técnico:
Drª. Hitomi Miura Nakagawa
CRM 4863 DF

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