O Dia do Homem, comemorado em 15 de julho no Brasil, é uma data dedicada a conscientizar a população masculina sobre os cuidados com a saúde, inclusive no campo da fertilidade. De acordo com o estudo “A unique view on male infertility around the globe”, publicado pela revista científica Reproductive Biology and Endocrinology, aproximadamente 30 milhões de homens de todo o mundo são inférteis.
Segundo o médico urologista do Centro de Assistência em Reprodução Humana – Genesis, Dr. Joseph Monteiro, entre as principais causas estão a varicocele, alterações no sêmen causadas por hábitos, câncer, diabetes e criptorquidia. “Cada paciente deve ser examinado individualmente. Mas, o tratamento básico é sempre fazer mudanças no estilo de vida. Se isso não solucionar, aí entra a reprodução assistida”, comenta.
Na maioria dos casos, o primeiro exame solicitado para investigar a fertilidade masculina é o espermograma. “Ele analisa a qualidade do sêmen a partir de parâmetros como quantidade, forma, estrutura. O exame fornece informações importantes sobre a saúde masculina, mesmo que não determine a infertilidade por si só”, afirma o Doutor.
O urologista indica que, com o resultado obtido, o profissional de reprodução assistida pode pedir outros exames complementares como o perfil hormonal, exames de imagem, ultrassom, exame de cariótipo, análise de microdeleção, entre outros.
Tratamentos – O Dr. Monteiro também explica que, geralmente, os principais tratamentos recomendados são a inseminação intrauterina (IIU) e a fertilização in vitro (FIV). Porém, a escolha de cada um precisa levar em consideração alguns fatores.
Na inseminação, técnica mais simples e menos invasiva, ocorre a introdução do espermatozoide na cavidade uterina durante o período fértil da mulher. Entretanto, esta técnica só é indicada quando o paciente já tem chances naturais de conseguir a gravidez. “Não se melhora a qualidade do sêmem. O casal já precisa ter um alto potencial de atingir a gestação naturalmente”, assegura.
No caso da FIV, ela é indicada nos casos de infertilidade masculina já comprovada. “Durante o procedimento, os óvulos são fertilizados com espermatozoides selecionados. Isso resulta em embriões que são cultivados em laboratório, analisados e transferidos para o útero”, comenta o médico.
Mesmo assim, o urologista chama a atenção para o fato de que o resultado positivo em ambas as técnicas depende do contexto de saúde reprodutiva de cada pessoa ou do casal. “Por isso, é necessário evitar comparações com casos de outras pessoas. É preciso manter as expectativas de forma realista e individual”, garante.